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Pedro Simon 27/02/2010

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Brasília - Em discurso realizado hoje na tribuna do Senado sobre a Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “Economia e Vida”, o senador Pedro Simon (RS) defendeu a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte para fazer uma reforma política, “e tornar nossa representação política mais legítima”. O parlamentar propõe o financiamento público de campanhas eleitorais, pois considera que no formato atual, “atingiram um custo tão alto que afastam qualquer possibilidade de se promover a inclusão das camadas mais pobres no Congresso Nacional”. - O financiamento público democratiza a campanha – afirma o senador. Para Simon, o financiamento privado não se dá sem o devido retorno. “Seria mais apropriado chamar esse sistema de investimento com retorno garantido e sem risco, que volta na forma de emendas orçamentárias, aí, sim, nem sempre necessárias.” Outra proposta do senador Pedro Simon para a reforma política é a proibição de candidatos que não tenham vida pregressa ilibada, a ‘ficha limpa’. Na opinião do parlamentar, “a política não pode continuar sendo agasalho para a corrupção e impunidade, a política deve ser como um sacerdócio, nunca transformada em negócio.” A propósito do lema da Campanha da Fraternidade deste ano - “Não se pode servir a Deus e ao dinheiro” – Simon disse que ao lado de pregar o amor ao próximo, sentimento que passa ao largo da economia e da política, e fazer a crítica necessária ao consumismo – “quase uma religião nos dias de hoje” - é preciso que esse debate não se restrinja às igreja, “ele tem que ir às ruas”.
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